APRENDENDO A AMAR

A procura de saber o que era o Amor e a sua verdadeira essência levou-me, e ainda me leva, muitas vezes a meditar. No silêncio, fui encontrando algumas respostas e ainda hoje sinto que tenho muito a aprender.
Quando olho para trás, fico feliz pelo caminho que já percorri....aprender a amar faz-nos sentir mais perto do nosso verdadeiro EU.
A Páscoa está aí e com ela a possibilidade de renascer para uma vida melhor, sem pressa, sem medos e com muito amor.

Amem e sejam felizes!
Feliz Páscoa!


Aprende a ouvir os sinais do Universo
Para começar
Mantém tua fé, vive cada momento
Aguarda o tempo certo, segue o firmamento
Estás acreditar

Encara em cada dia a possibilidade da vitória
Vais alcançar
Tudo muda num segundo sem querer
Continua a viver, procura compreender
Sabe esperar

Encontra a tua verdadeira essência do ser
A meditar
Livra-te da insatisfação, aprende a ser feliz
Escuta com atenção o que o coração te diz
Para mudar

Evita a raiva, o egoísmo, o orgulho
Vais perdoar
Procura o equilíbrio, olhando internamente
Ama, deixa fluir, esvazia tua mente
Estás a transformar

Esquece a solidão, o sofrimento, a dor
Vai terminar
Finalmente a paz vai chegar ao coração
És livre, vais voar e cantar tua canção
Aprendeste a amar


O TEMPO

O momento presente, aquele que muitas vezes não temos tempo de viver, mostra-nos a sua beleza a caminhar.
Viver o Aqui e Agora é um dos segredo para sermos felizes!
Sente o chamamento da natureza, descobre a cor do mundo e desperta.



Passas por nós todos os dias
Olhando a sorrir
Caminhas depressa, nada te detém
Amas a todos, não excluis ninguém
Contigo podemos ir

Começas teu caminho ao amanhecer
Cheio de cor
A todos chamas sempre a cantar
Quem quiser pode-te acompanhar
Com amor

Mostras o sol, os pássaros, as flores
Todos podem ver
Saltas feliz de tanta emoção
Dás beijos nas crianças com paixão
Assim podemos ser

Ofereces a chuva, o frio, o calor
Sem ter vaidade
Partilhas o céu, as estrelas, o mar
Mostras a beleza a caminhar
Não tens idade

Em dias cinzentos, sem sol
Sacodes a dor
Cobres-te com manto dourado
Cheirando a mato queimado
Cheio de sabor

E passamos por ti, tão depressa
Sem descansar
Não ouvimos tantas vezes o coração
Nem temos tempo de dar a mão
Tudo vai passar

Peço-te, meu Deus! Enquanto dormes
Manda ao mundo uma mensagem
Sacode-nos o corpo e a alma com vigor
Ajuda-nos a caminhar só com amor
Até que chegue o dia...
Da última Viagem.

NO SILÊNCIO ESCUTA O TEU CORAÇÂO


Por onde passeias nas noites sem lua e nos dias sem sol?
Para onde olhas quando acordas que não sentes as asas brilhantes que carregas aos ombros?
Não ouves o chamamento das flores que um dia plantaste no jardim do teu coração?
Esqueceste que és anjo?
Esqueceste que és mestre?
Porque não continuas o teu caminho de "regresso a casa", aceitando o teu reflexo no espelho em que te olhas todas as manhãs?
Porque não trancas as portas do medo, da insegurança e do sofrimento?
Não te esqueças que és forte, sábio e tens poder.
És tu que fazes com que milagres aconteçam na tua vida.
Tu és um criador!
Tu és Amor!
Tu és Luz!

HOMENAGEM AO MEU PAI

Segundo registos, o dia do Pai teve origem na antiga Babilónia há mais de quatro mil anos.
Um jovem, de nome Elmesu, desejando que seu Pai tivesse sempre sorte, saúde e uma longa vida, esculpiu em argila o primeiro cartão em sua homenagem.
Contudo, foi nos Estados Unidos que este dia foi tornado oficial e difundido para outros países.
Portugal escolheu o dia 19 de Março, dia de S. José, para homenagear os pais portugueses.
Aproveitando este meu novo “espaço” faço também a minha homenagem ao Pai maravilhoso que tive.
Apesar de ter partido há muito tempo, continua bem vivo no meu coração e sempre presente em cada novo amanhecer.
Paro no tempo e vejo-me criança, de vestidos leves e coloridos, correndo no jardim que existia em frente à minha casa, sob o seu olhar atento e cheio de amor. Sinto ainda hoje o cheiro das tílias e todo o carinho que depositava em cada beijo e abraço que lhe dava e que tão ternamente me retribuía.
Ao domingo, levava-me ao café para beber uma groselha (nunca mais bebi uma igual…) e caminhávamos de mãos dadas até ao campo de futebol, para assistirmos a mais um jogo.
Ah, os piqueniques que fazíamos no Verão faziam a minha delícia!
Admirava o seu porte elegante, a sua beleza, o cabelo preto e sempre bem penteado e a sua honestidade.
Com o passar dos anos, aprendi que amor e ternura também significavam estar preocupado com o meu futuro. Lembro-me constantemente dos seus sábios conselhos e do seu sorriso sempre que me via ultrapassar mais um obstáculo e atingir um novo objectivo.
Mais tarde, já com a minha própria família, nos dias de férias que passávamos juntos, partilhou comigo muito da sua sabedoria de vida.
Obrigado Pai pela tua ternura, protecção e amor.
Foste um grande homem e um grande Pai.
Em Agosto de 2008, sonhei que nos tínhamos encontrado.
Foi tão real e tão maravilhoso que partilho aqui esse encontro, em sua homenagem, tendo a certeza que ele continua a sorrir-me.

ENCONTRO COM O MEU PAI

Oh, doce e belo fim de tarde me embalava
No perfume das tílias e de rosas a bailar
Um suave e quente vento convidava
A sorrir, a sonhar, a caminhar...

Nostálgica, olhei o jardim onde me encontrava
Um vulto descansava à sombra da tília secular
Sereno, um canteiro de flores contemplava
Aproximei-me para encontrar o seu olhar

Não sabia há quanto tempo ali estava a olhar
Que vinha ao jardim da minha infância procurar
Baixinho murmurei: Pai, veio-me buscar?

Voltou-se e sorriu. Vi amor no seu olhar
Sentei-me no seu colo e falamos, sem falar
Uma lagrima caiu.
Pai, ainda é cedo para me levar.

O banco, a tília (ainda sem folhas) no jardim da minha infância
Lamego

AS TUAS PEGADAS


Da janela do meu quarto sorria, feliz, olhando o sol que começava a despertar.
Apesar de pequenos, os seus primeiros raios iluminavam tudo à sua volta, e não tardou a mostrar o rosto sorridente.
O mar estava calmo, as águas eram de um azul transparente como há muito não via, e a areia brilhava intensamente.
Senti, naquele momento, que tinha de aproveitar aquele novo amanhecer tranquilo e único.
Rapidamente galguei as poucas escadas de pedra, gastas pelo bater do mar em dias de Inverno, que me separavam da praia.
Pisava agora a areia molhada e fina que servia de leito ao mar que começava a espreguiçar-se na tentativa de acordar.
Agradeci ao PAI por estar ali olhando o nascer do novo dia, de uma nova esperança, de um novo começo.
Sacudi o corpo, meio adormecido, e iniciei lentamente o caminho pela praia deixando que a água molhasse meus pés brancos e descalços.Parei por instantes e fiquei surpreendida com o que acabara de descobrir: na areia molhada, que se estendia à minha frente, podiam ver-se marcadas pequenas pegadas. Eram tão profundas, perfeitas e constantes que, num instante, me lembrei de ti e da paz que sempre sentia quando estávamos juntos.
Olhei atentamente e vi que iam surgindo uma após outra indicando o caminho que tinha de percorrer para te encontrar. Senti a tua presença tão perto que, apressadamente, procurei cobrir com o meu pé a pegada deixada pelo teu, na tentativa de mais rápido poder abraçar-te.
Era tudo tão estranho, mas ao mesmo tempo tão real, que não quis parar para não deixar de te sentir.
O passeio pela areia molhada tornou-se assim leve, cheio de encanto, mágico e fácil de percorrer.
No silêncio destes momentos, onde só ouvia o som do mar a espreguiçar-se e o bater sereno do meu coração, conversámos muito: recordámos nossos encontros no universo, as danças em noites de lua cheia, os passeios de fim de tarde quando o sol beijava nosso corpo cansado, abraços apertados sem despedida, as caminhadas pela montanha coberta de árvores e flores e o lago azul e transparente onde nosso barco de remos deslizava lentamente. Conversámos sobre a nossa infância, o carinho e sorriso de nossos pais, os sonhos vividos e os que ainda não se realizaram, nossas lições de vida aprendidas com alegria e sofrimento, nossas conquistas e derrotas e, sobretudo, sobre o amor que havia nos nossos corações.
O tempo passou tão rapidamente e ia tão absorvida neste caminhar constante e delicioso que acabei por não reparar que já não caminhava ao teu encontro.Surpreendida apercebi-me que as tuas pegadas tinham desaparecido na areia, e, sem compreender o que se tinha passado, parei e olhei o horizonte tentando descobrir-te para lá da rocha gigante que se via ao fundo.
O sol começava agora a subir lentamente no enorme céu azul repleto de pássaros que esvoaçavam e cantavam felizes.
Nesse momento deixei de te sentir para me sentir!
Deixei de te ver para me ver!

Foram momentos de grande perplexidade, mas acabei por descobrir que afinal não seguia as tuas pegadas.
O que na realidade aconteceu é que naquele amanhecer silencioso e tão belo tinha encontrado a minha verdadeira essência.
Aquelas pegadas não eram senão as minhas pprias pegadas.
Tudo foi criação minha!
Tudo foi vivido apenas por mim!
A vivência feliz daqueles momentos vinha da alma, da mente e do corpo que estavam em perfeito equilíbrio.
Então senti a magia da co-criação!
Afinal quem era eu?
Sussurrando baixinho, uma voz interior respondeu: tu és centelha Divina que brilha e pulsa sem parar, és o que sentes, és amor e una com a vida.
Sentei-me na rocha gigante e dourada, agora à minha frente, fascinada com o que acabara de descobrir.
Deixei que as ondas do mar salpicassem o meu rosto, já desperto, e ao fazer o caminho de regresso não pude deixar de sorrir.
Deixei que a minha criança interior saltasse e senti que era verdadeiramente feliz.

Tinha a certeza que, a partir desse dia, a minha vida sofreria uma grande transformação.
A minha felicidade dependia do amor que eu sentia por mim.
Com humildade agradeci as tuas pegadas que me ajudaram a encontrar as minhas.

JANELA DA ALMA


De olhos fechados, abro a janela
Que tem tanta cor
Solto-me do corpo apressada
Voando sem asas, cheia de amor

Mergulho bem fundo, no lago salgado
Sem nada esperar
Corro sózinha, descalça, sem roupa
Tentando lembrar

Esqueço o passado, destruindo meus medos
Encontro o perdão
Viajo no tempo presente
Não sinto pena, mas sim compaixão

Descubro a criança tão frágil e doce
Em busca da Paz
Pego-lhe ao colo, olhando nos olhos
A força que sinto me torna capaz

O Silêncio ajuda-me nesta viagem
Que em tempos já fiz
Perco amigos, encontro caminhos
Mas sou tão feliz

Aprendo com sábios e mestres antigos
Que se alimentam de amor
Coloco desejos no sol dourado
Que solto no ar com tanto fervor

Acontecem milagres quando preciso
Estou a acreditar
Retiro a máscara disforme e pesada
Não é necessária para todos amar

Encontro o equilíbrio do corpo e da alma
Aprendo a viver
De olhos fechados vou à janela
Abro o coração. Deixo acontecer!